Sexta-feira, 1 de Junho de 2012

O Dia da Criança

É justo que eles tenham o seu dia "especial", há o Dia do Pai e do Mãe e se não me engano até o dos avós assim que estão no seu direito.
Na realidade o Dia da Criança celebra-se 365 vezes ao ano. Assim que hoje não fizémos nada de especial apenas quebrámos algumas regras e rotinas e deixámos que fosse um dia em que ele escolher o que quer fazer, comer, brincar, etc.. Hoje manda ele (dentro de um certo limite)!
Prendas não houve comprei-lhe uma t-shirt de apoio á selecção de Portugal, gira por sinal sem ser muito "espalhafatosa".

Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

Parto normal ou cesariana?

Sempre disse que estivesse a ter uma gravidez impecável que o segundo parto seria normal. Depois de uma experiência menos boa no primeiro parto, cheguei a considerar que os próximos seriam de cesariana, mas fui mudando de ideias á medida que ia ganhando esperança de uma gravidez perfeitamente normal. E na realidade está a ser normal...mas a minha cabeça não deixa de pensar que talvez pudesse "poupar-me" da agonia daquele primeiro parto em que mais do que a dor, o que mais me lembro era de achar que não teria capacidade de dar á luz porque já não aguentava mais.
Fui á internet em busca de mais informação, claro está que cesariana sendo uma intervenção cirúrgica tem um certo grau de risco, que o ideal para a mãe e para o bébé é um parto normal? Vejo que todos acabam por ser tendenciosos e indicam mais problemas nos partos de cesariana que nos normais. Gostaria de ver mais estatísticas sobre o assunto e menos texto...
Quantos bébés não sofrem mazelas depois de horas de trabalho de parto num hospital público que se nega a fazer cesarianas por ser caro, conheço alguns casos de experiência pessoal, quantas mães têm as epidurais, dão á luz e a seguir têm hemorragias fortes...como eu e ficam uma noite sem poder sequer dormir ao lado do seu bébé? Os dois têm os seus riscos, um risco é um risco e se tem que acontecer, acontecerá quer seja normal ou cesariana.
Com as dores que tenho e a ver pelo o tamanho do bébé, não sei se quero passar pela mesma experiência que da primeira vez, assim que  uma vez que estou em dúvida porque creio que tenho o direito de decidir principalmente porque já fiz de uma maneira e não me resultou muito confortável então se calhar vamos ver se a outra alternativa é viável ou não, tomarei essa decisão com o aconselhamento da minha médica (que espero seja isenta).
E não é uma questão de ser ou não cobardolas...cada vez que vejo uma mulher falar assim de outra sobre o parto fico irritada, jamais julguei uma mulher por escolher a cesariana, se o pode fazer, se é seguro porque não. É como os partos na água ou em casa, no fundo todas procuramos a forma mais cómoda para dar á luz e estamos no nosso direito...Quanto mais mergulho na web ainda vejo pérolas como as de "antigamente as mulheres davam á luz sem epidural...blá blá blá". Antigamente morria-se de coisas que hoje se curam com dois comprimidos, a ver se é melhor voltar a esse tempo!?!?!

Quarta-feira, 30 de Maio de 2012

Mila's Daydreams (Blog)

Ontem na minha aula de fotografia quando falei á "professora" sobre o porquê de querer fazer um curso ela falou-me logo de Mila's Daydreams, o blog de uma mãe e artista filandesa, que inspirada nas várias posições de dormir da sua filha montava autênticos cenários á sua volta que agora serão publicados em livro (Cuja capa deixo aqui).
No seu blog podemos ver algumas das fotos que tirou de onde surgiu a ideia, aqui fica o link: http://milasdaydreams.blogspot.com.es/ e mãe/artista em causa chama-se Adele Enersen. Achei a sua ideia creativa e original principalmente pela utilização de poucos recursos para montar um cenário como por exemplo um que montou de uma floresta com uma árvore feita de uma toalha castanha e uma almofada verde.
Tenho seguidos muitos fotoblogs de bébés, gosto do tema e quero que o próximo tenha fotos muito giras mas não deixando de apreciar estas ideias criativas continuo a apreciar mais as fotos naturais, as que reflectem o nosso dia á dia com o bébé. Estou ansiosa...e até lá o Pipo continua a ser (e seguirá) o meu modelo fotográfico!

As dores...

Ontem tive aula de fotografia, eram umas sete da tarde e estavam 30º. Caminhámos um pouco sempre á sombra e parávamos para tirar fotos até que quase me dá uma coisinha má e lhe peço para me sentar, fiz o resto da aula sentada, só conversando! Tive beber água e tentar manter-me calma porque parecia que ia desmaiar.
Já recuperada tive que ir ao shopping comprar mais roupa porque com a barriga que tenho já quase nada me serve, só os leggings ainda me valem e algum vestido, com o calor que faz não consigo encontrar nada no guarda-roupa que me fique bem. Claro está que tive que andar um bom bocado ainda é o centro grande.
Hoje chego ao trabalho não sei como, durante a noite tive tantas dores por baixo da barriga que já nem acho normal. Quase não conseguia andar e as dores são cada vez maiores. A barriga fica muito dura e ele mexe-se muito (felizmente!), trabalhar é complicado mas apesar do cansaço quase prefiro trabalhar menos horas a ir para casa de baixa (como muitas colegas me dizem para fazer). A ideia de vir para casa pensar nas dores desanima-me...
Infelizmente o trabalho também me tem desanimado, cada vez mais apercebo-me que está a perder importância e que tudo o que lutei neste último ano e meio está a desvanecer por causa da mudança de departamento e consequentemente mudança de chefe. A última dela foi perguntar-me se o dia da cirúrgia do meu filho se descontava dos dias de férias...é um ser humano estupendo!
Estive sentada com o senhor dos recursos humanos e se o bébé nascer a 25 de Agosto só volto ao escritório no dia 12 de Fevereiro (com 7 dias de férias e horas de lactância somadas), ou seja quase 5 meses e meio depois. E como estou a precisar desse "descanso" para centrar a minha vida, voltar a entender o que realmente é prioritário.

Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

Anatomia de um domingo...

Este Domingo, o Pipo acordou em casa, não tinha tubos cravados ás mãos, drenos no pescoço, nada...estava livre para fazer "quase" tudo o que queria.
Jogou a Wii, viu desenhos animados e um filme, pintou e desenhou até chegar á hora do lanche e adormecer, enquanto lhe íamos dizendo para comer. Um minuto de distracção e adormeceu, ele que já nem é de sestas e que as evita como o diabo da cruz!
Claramente o cansaço tomou conta dele e lá o deitamos na sua caminha, descansado e tranquilo porque sabia que estava em casa. No Sábado também tinha dormido uma sesta mas o seu despertar foi diferente, ao mínimo abrir de olhos chorava e procurava a mãe ou pai como que para confirmar que não estava no hospital. A experiência marcou-o mais que todas as outras.
Hoje fiquei de casa de manhã, os médicos dizem que ele pode ir para a escola mas ao mesmo tempo temos que dar 2 medicamentos, desinfectar a ferida e lá não lhe tratam dessas coisas. A única preocupação que temos no momento é que continua com a cara muito inchada (pelo menos das outras vezes não esteve tanto tempo) e custa-lhe comer sólidos, mesmo as coisas que ele tinha como favoritas como os cereais por exemplo, que com o leite ficam molinhos. Creio que esta recuperação será mais lenta mas com muita paciência chegaremos lá!

Domingo, 27 de Maio de 2012

Finalmente em casa!

Era ele o primeiro a desejar vir para casa, não sei antes ter um ataque de pânico ao ver um cirúrgião voltar a meter-lhe as mãos na ferida para poder dar a alta. Ás 16h abríamos a porta de casa com ele nos braços, tinha adormecido no carro com o conforto de reconhecer o caminho que o levava ao seu lugar, aonde ele preferia ter estado este fim de semana.
Ainda hoje a sua mão procura a nossa em busca de mais conforto, rápidamente pede para brincar e de manhã acordou sem o penso no pescoço, ele próprio o tinha tirado. A ferida tem que estar ao ar disse o médico e assim será.
Entre anti-bióticos e e analgésicos, lá vai suportando tudo, já não se queixa de dores mas continua com a cara inchada. A costura tem bom aspecto, melhor que das outra vezes, claramente o dreno fez diferença e esperamos (mesmo) que esta seja a última. Não sei se conseguiremos que ele aguente outra cirúrgia tão cedo, já se lembra de tudo, entra mais em pânico, já não pode ver os médicos nem as enfermeiras, já lhe fica na memória que ali vomita, que ali tem dores, que ali passa mal.
Tem que ser a última!

Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

A Cirúrgia

A aflição do Pipo começa ao chegar ao hospital, no carro já vinha a chorar porque lhe dissemos que ia ao médico, em pânico perguntava se lhe iam mexer na ferida. Quando vê que não vamos ao habitual edifício das consultas, volta a ter outra ataque de pânico implorando para não deixarmos que lhe tocassem. Que podemos dizer? Não conseguimos mentir-lhe, iam tocar-lhe e esperávamos que ele tivesse o mínimo de dor possível. Tudo aconteceu muito rápido, quando chegámos ao quarto já estavam a levá-lo, nem tempo tivémos de lhe dar um beijinho, todo o caminho ia assustado, em silêncio. Uma hora depois...
Correu bem segundo os médicos, tiveram que "entrar" mais pelo o que o Pipo terá que ficar a noite no hospital, é a terceira que faz e a primeira em que tem que ficar internado. Nem sei que cara fizemos ao médico quando nos disse isto, queria fazer-lhe tantas perguntas mas fiquei ali sem me mexer e ainda há que considerar que eles que já falam um idioma muito técnico fazem-no obviamente em espanhol o que nos deixa ainda mais perdidos.
Foi o pai que entrou no bloco operatório para estar ao seu lado quando acordasse, já nesse momento dava sinais de que a recuperação não ia ser fácil e já no quarto provisório dormia e quando acordava, estava aflito, queixava-se de dores, não queria nem beber água. Estava com o soro e toda a medicação era via intravenosa, por isso queriam que ficasse, tinham aberto mais, ele tinha sangrado mais e terá mais dores pelo que lhe custará mais engolir seja o que for. Vomitou aflito, queixou-se de dores na zona da ferida, tem a cara inchada como das outras vezes.
Pedimos que lhe dessem algo para as dores, assim o fizeram, já são sete da tarde e ainda dorme, é a única coisa que o deixa tranquilo e confortável. A ver como acorda...